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01.31 2017

Pedaços do quebra-cabeça: Como é que os dados, os camiões e as geleiras podem contribuir para cumprir com o Compromisso da União Africana

English Version

Com a aprovação da Declaração de Adis Abeba sobre a Imunização, os líderes africanos manifestaram o seu compromisso para com as imunizações que salvam vidas. A Declaração indica várias componentes – de fato dez – que são decisivas para realizarem-se os plenos benefícios da imunização. Mas existem muitos mais elementos no trabalho quotidiano de fazer chegar as vacinas às crianças. Estes são os pedaços nos quais penso enquanto dou a minha contribuição para alcançar as metas para as vacinas a nível mundial.

Dependendo do dia, estou a pensar em coisas tais como as seguintes:

Estes são todos pedaços dum quebra-cabeça – igualmente como o é a vontade política gerada pela União Africana – necessários para cumprir com a promessa de imunizar todas as crianças na minha Província de Niassa. Niassa é a província mais escassamente povoada de Moçambique, com umas estimadas 1,7 milhões de habitantes. Os camiões carregando as vacinas têm que percorrer por média 4583 quilómetros por mês, ou seja, 230 quilómetros em cada dia, para chegar às 171 unidades sanitárias. Portanto, os camiões são importantes. Quando os mesmos não estão disponíveis ou não estão devidamente mantidos, isso constitui um problema para nós. O caso é o mesmo com os dados. Na ausência de dados suficientes, contávamos com uma percepção limitada sobre quais as vacinas que eram necessárias em quais unidades sanitárias. Estou muito orgulhoso do fato de que já dispomos de dados disponíveis e relatados numa base mensal, provenientes de quase 90% das nossas unidades sanitárias. Estes dados proporcionam uma percepção perspicaz valiosa e, ajudam a ajustar o stock conforme a necessidade. Precisamos igualmente de geleiras e outro equipamento de cadeia de frio para manter as nossas vacinas frias. Com o apoio do Ministério da Saúde e da GAVI, atualmente contamos com uma geleira em funcionamento em 97% das nossas 171 unidades sanitárias.

Não existe nenhum requisito único para imunizar todas as crianças. Trata-se dum sistema de muitas componentes, sendo cada uma delas importante para o conjunto. Ao longo dos últimos anos temos vindo a trabalhar aplicadamente na elaboração dum sistema flexível, um sistema que aumenta a eficiência e pode ajudar-nos a responder às pressões sobre o sistema, tanto as boas (como por exemplo, as introduções de novas vacinas) como as más (como os surtos de doença e emergências). Estamos a ajudar Niassa a sair das melhorias paulatinas e garantir a disponibilidade regular de vacinas e de material afim, até ao nível das unidades sanitárias – e chegando-se até às crianças.

Este não é uma tarefa fácil, mas é importante. Estamos agradecidos que toda a União Africana tenha feito disto uma prioridade.


Dr Ramos Mboane coordena todas as atividades sanitárias, que incluem a imunização, em Niassa, uma das onze províncias de Moçambique. O seu trabalho abrange a monitoria das mudanças e tendências dos indicadores da saúde, a tutela das atividades de controlo epidemiológico, todas as atividades logísticas, abrangendo os medicamentos assim como as vacinas, apetrechos de laboratório e material de cuidados médicos, a implementação do PAV rotineiro, a fármaco-vigilância e as atividades de mobilização da comunidade que decorrem a nível provincial.

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